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 Itália suspende voos vindos do Brasil até 31 de janeiro de 2021

Itália suspende voos vindos do Brasil até 31 de janeiro de 2021

Desde o último sábado (16), até o dia 31 de janeiro, em caráter inicial, está proibida a entrada na Itália de voos vindos do Brasil, assim como a entrada de pessoas que transitaram pelo país nos últimos 14 dias, antes da viagem. A medida foi assinada pelo ministro de Saúde italiano, Roberto Speranza.

Além disso, Speranza determinou que pessoas que passaram pelo Brasil nas duas últimas semanas e já estejam dentro da Itália procurem os departamentos de prevenção, a fim de fazerem exames RT-PCR, ou de antígenos, para detectar a existência ou não do novo coronavírus.

“É fundamental que nossos cientistas possam estudar em profundidade a nova variante. Enquanto isso, escolhemos o caminho da máxima prudência”, escreveu o ministro da Saúde em redes sociais.

A medida segue as proibições do Reino Unido, que justifica a negativa pela variante do coronavírus Sars-CoV-2 detectada em Manaus, cidade que tem apresentado diversos problemas em seu sistema de saúde devido à explosão de casos.

Mas como fica para os brasileiros e italianos que precisam ir para a Itália?

Salvo esta medida provisória, que tem duração prevista até o dia 31 de janeiro, a situação mudou bastante, desde a última vez que abordamos este assunto, em setembro de 2020. Atualmente, a companhia aérea italiana, a Alitalia, havia retomado seus voos entre São Paulo e Roma. Os voos aconteciam semanalmente, e sempre às quintas-feiras, com o retorno ao Brasil acontecendo às terças.

Uma vez passada esta restrição temporária, a tendência é a de que a entrada de brasileiros, ou italianos (incluindo os que obtiveram o reconhecimento à Cidadania Italiana), continue seguindo as medidas que estavam em vigor. Era permitido, por exemplo, a entrada de viajantes vindos do Brasil por comprovados motivos de “trabalho, saúde, absoluta urgência, estudo ou para retorno ao próprio domicílio de residência”. Além de uma permissão para pessoas com “relações afetivas comprovadas e estáveis” com cidadãos legalmente residentes na Itália. Ainda assim, o governo italiano determinava quarentena obrigatória de 14 dias.