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 Como nasceu a União Europeia, e como a Itália tem fronteiras livres no continente

Como nasceu a União Europeia, e como a Itália tem fronteiras livres no continente

Hoje é muito comum e fácil de entender o conceito da União Europeia. Um continente, com uma moeda e livre circulação de pessoas. Algo bem simples, e que para os brasileiros é bem prático, pois é possível viajar, como turista, pelos países do bloco sem grandes dificuldades. Para quem possui a Cidadania Italiana, fica tudo ainda mais prático, com as barreiras quase inexistente no continente.

Assim, hoje iremos conversar sobre a União Europeia. Como ela surgiu, qual a sua importância no mundo atual e como que a Itália participa do bloco, garantindo a seus cidadãos uma ligação plena com todo o continente.

Como tudo começou

Para entender o contexto da União Europeia, precisamos voltar para os dias da Segunda Guerra Mundial. No final do conflito, a Europa estava praticamente destruída. A Alemanha foi conquistada pelos aliados, após uma intensa batalha nas ruas de Berlim. A França, embora tenha sofrido menos com relação a destruição, também sofreu de diversas formas. A Polônia, país cuja invasão explodiu o conflito global, também sofria muito devido a invasão nazista. E a Itália também não passou ilesa pelo conflito, vendo sua gente sofrendo das mais diversas formas.

A Alemanha, dividida em quatro partes entre os Aliados, já vivia os novos tempos, enquanto as nações europeias, ressentidas umas com as outras, por várias questões durante a guerra, dificultavam a harmonia no continente. Mas, ressentimentos à parte, a paz ao menos reinava novamente no continente. E, nas discussões referentes à nova Alemanha, surgiu a primeira “unificação”, com a criação da Alemanha Ocidental.

O país, que era administrado por França, Estados Unidos e Reino Unido, era a metade ocidental, enquanto a metade oriental ficou sob o domínio da União Soviética. Robert Schuman, ministro francês das Relações Exteriores, foi fundamental para esta união, e era um defensor de uma união dos países europeus. Por ter três nacionalidades (França, Alemanha e Luxemburgo), ele entendia bem as questões do continente.

Acordos em uma Europa pós-guerra

Em 1950, o mesmo Schuman sugeriu que a Alemanha Ocidental e os demais países europeus pudessem instituir uma autoridade transnacional comum, para, primeiro administrar produções de aço e carvão. Foi o primeiro discurso que sugeriria a união dos países do continente, nesta época, já em reconstrução do pós-guerra. De acordo com o ministro, uma unidade entre os países nesta administração diminuiria muito as chances de novos conflitos.

Apesar de sentimentos nacionalistas do pós-guerra, e os já mencionados ressentimentos, a Europa Continental já não era a força regente do mundo, e seus líderes viam Estados Unidos e União Soviética se estabelecendo como forças políticas e militares. As questões da guerra também trouxeram aos cidadãos europeus o desejo de um continente pacífico, e com livres acessos, ao mesmo tempo que as novas lideranças desenvolviam relações amistosas uns com os outros.

O Estabelecimento da União Europeia

Na primavera do hemisfério norte de 1951, foi firmado um tratado em Paris, que fundou a CECA, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Faziam parte deste bloco: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Holanda. No ano seguinte, Paris também foi o palco da CED, a Comunidade Europeia de Defesa, tendo em vista a Guerra Fria, mais especificamente na Alemanha então dividida.

O Tratado de Bruxelas, de 1948, que também foi um projeto para organizar os países europeus no pós-guerra, foi modificado, criando a União da Europa Ocidental, que rendeu a depois conhecida OTAN. Hoje este órgão funciona como gestor de crises em sua região, mas no início, a iniciativa buscava assegurar defesa em meio aos temores de ataques nucleares.

Em 1957, um novo Tratado, em Roma, trouxe aos seis países mais avanços na unidade. Agora, eles trabalhariam em cooperação na economia, questões sociais e políticas. Entre os acordos, houve a implementação de um mercado comum, que renderia a livre circulação de pessoas, bens e capitais. Chamada agora de CEE, a Comunidade Econômica Europeia já se aproximaria da UE a qual conhecemos hoje.

A união plena e a chegada do Euro

Em 1965 foi criado a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia, cujos chefes de estado dos países membros se reuniam para interesses em comum. Já o Ato único Europeu, de 1986, consolidou o mercado interno, ampliando ainda mais a livre circulação. Os países também compartilhariam tecnologia e discussões ambientais. Além do início do Conselho Europeu.

Em 1992, foi a vez do Tratado de Maastricht, que criou a cidadania europeia. A partir deste momento, o cidadão europeu poderia residir e circular livremente nos países da comunidade. E também poderia votar e ser eleito em sua residência para eleições europeias ou municipais. E enfim, uma moeda única também foi criada, o Euro. O Euro começou a ser circulado em 2002, com a maioria de seus países abdicando de suas moedas originais, e passando a utilizar esta moeda em comum.

Em 2004, houve o maior alargamento da União Europeia, que receberia mais dez novos membros: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovênia, Malta e Chipre. Atualmente, os países membros da União Europeia são:

Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, Franca, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, República Checa, Romênia e Suécia. O Reino Unido fez parte do bloco até 2020, quando oficializou sua saída, no evento conhecido como Brexit.

Como forma de trazer a unidade a um continente que por milênios sempre sofreu com os males da guerra, e garantindo desenvolvimento pelo ambiente pacífico, com as diferenças sendo resolvidas por vias diplomáticas, a União Europeia recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2012.

E os italianos?

Como vimos, a Itália foi uma das primeiras nações a participar dos princípios de unidade no continente. Como membro fundador da UE, a Itália faz parte de uma área de mais de 4 mil quilômetros quadrados. Suas fronteiras únicas fariam do bloco o sétimo maior do mundo em território, caso fosse um país. E oferece a segunda maior costa do mundo, apenas atrás do Canadá.

É membro da “Zona do Euro” desde 1999, e do Espaço Schengen desde 1997. A unidade de fronteiras e a livre circulação permite que cidadãos italianos tenham acessos facilitados da Itália para todo o mundo. O euro permite negócios mais simplificados entre os países do bloco, além de facilitar o câmbio em outros continentes.

Os italianos tem, assim, facilidades no turismo, nos negócios, no trabalho, e nos estudos. Podem ampliar seus direitos como cidadãos nos países do bloco. E este direito está estendido a você, brasileiro que possui descendência italiana. Os descendentes de italianos, que comprovam sua ligação de sangue com um italiano pode requerer a Cidadania Italiana e também participar desta zona de união. Se você quiser saber mais, basta enviar um e-mail no formulário abaixo, para entrarmos em contato e te ajudar a realizar seus sonhos: