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 A ligação de gratidão entre Nápoles e Maradona

A ligação de gratidão entre Nápoles e Maradona

Em Nápoles, onde fica o escritório da Diritto di Cittadinanza, há uma curiosidade bem interessante, para quem gosta de futebol. Na cidade, o melhor jogador de futebol de todos os tempos tem resposta pronta, na boca de todos eles: Maradona. Sim, eles reconhecem e admiram os brasileiros, especialmente os que fizeram sucesso em solo italiano. Mas, Diego Armando Maradona, que nos deixou hoje, aos 60 anos, é unanimidade na cidade, que no futebol, veste azul.

Muito se fala das proezas de Maradona pela seleção argentina, mas hoje iremos falar de um momento interessante da vida do jogador, que se conectou de uma maneira extremamente rara e profunda com uma cidade, e um povo, que não era o dele. De infância pobre, Diego, que já se “destacava” pelo seu pequeno tamanho, começou sua carreira nos Argentinos Juniors, em 1976, com apenas 15 anos. De lá, em 1981, foi para o Boca Juniors.

Com apenas 22 anos, foi para o Barcelona, em uma época a qual apenas grandes jogadores sul-americanos iriam parar em times europeus. E, alguns anos mais tarde, devido as polêmicas, outra marca registrada do jogador, uma nova transferência acontecia. Desta vez, para a Itália: em Nápoles.

Parando Nápoles

Maradona, então, chegou em Nápoles, em 1984. Em valores incalculáveis para a época. O jogador foi recebido por um estádio San Paolo lotado, com uma torcida esperançosa no triunfo do jogador, que poderia render muitos títulos. Mas a torcida napolitana viu Maradona conquistar o mundo, antes disso, na Copa do Mundo de 1986, no México. Inclusive, foi esta a Copa do jogo inesquecível contra a Inglaterra, que se somava diversos fatores extra-campo, e que teve um gol de mão e outro gol emblemático.

No ano seguinte, com um time com Bruno Giordano e Careca, Maradona conquistou o scudetto, e a Coppa Italia pelo Napoli. Era o suficiente para marcar, para sempre, o nome do jogador nas ruas de Nápoles. Maradona ainda seria bicampeão italiano, em 1990, além de ser vice em 1988 e 1989. Em 1989, também conquistou a Copa Uefa, que atualmente, é conhecida como Europa League.

A fácil identificação de Maradona com Nápoles, além dos títulos, em tempos em que Milan e Inter investiam pesado e possuíam as maiores estrelas do futebol, fez com que o jogador se tornasse em um símbolo. Um símbolo do sul, que mantinha sua rivalidade com o norte italiano também nos campos de “calccio”. Maradona já não era mais apenas um “‘ídolo”, Já era considerado uma espécie de “deus” local, com uma idolatria acima do esperado por um atleta.

Maradona, na Copa de 90, viu um pouco dessa rivalidade. Jogos em Nápoles tinham toda a torcida italiana para a Argentina. Enquanto no norte, ou em Roma, ele era vaiado. Sua imagem, mesmo em meio as polêmicas, nunca se desgastou na cidade. Sendo que, até hoje, é comum ver no aeroporto da cidade, ou onde se vende lembrancinhas de Nápoles, algum elemento que faz referência ao Maradona.