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Coronavírus na Itália: saiba como está a situação do vírus no país

2020 começou com uma grande preocupação no que diz respeito à saúde global. O coronavírus, que surgiu na China é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro, os primeiros humanos com o vírus foram identificados nos anos 60. O novo agente do vírus foi identificado na China, após casos registrados no país.

Como o vírus é um elemento que ficou característico na China, cada país no mundo lida com o coronavírus de maneira específica. Assim, para ajudar a todos que, por qualquer razão viajará para a Itália nos próximos dias, separamos para você informações relevantes sobre o coronavírus no país.

Em janeiro, foram identificados em caráter de suspeita um homem, de 42 anos, uma mulher, 37, e uma criança, de dois anos, em Tepatitlán, e um homem, de 31 anos, em Morelia. Além de uma italiana, em Parma, que foi internada sob suspeita após uma viagem a Wuhan, a cidade chinesa epicentro do surto. Uma cantora italiana, que estava em turnê em Wuhan, também fez exames médicos em Bari, após demonstrar sintomas de gripe, mas a hipótese de coronavírus foi descartada.

Também em janeiro, um navio, o Costa Smeralda, foi bloqueado na costa italiana, após uma suspeita do vírus, em uma passageira de Macau. Mas, apesar do susto, e do fato de sete mil pessoas ficarem proibidas de sair do navio, o vírus foi descartado.

Mas ainda no primeiro mês do ano, o Ministério de Relações Exteriores da Itália anunciou o envio de um avião para repatriar italianos que estão em Wuhan, a cidade mais afetada pelo coronavírus. O voo, operado pelo Comando Operacional da Cúpulas das Forças Armadas, chegará diretamente ao aeroporto de Wuhan junto com uma equipe médica especializada a bordo. Ao desembarcarem na Itália, os cidadãos passaram pelos protocolos de segurança definidos pelo Ministério da Saúde.

Dois primeiros casos confirmados e declaração do governo italiano

Os dois primeiros casos de coronavírus na Itália foram confirmados pelo primeiro ministro do país, Giuseppe Conte. Ele anunciou que dois turistas chineses foram identificados com o vírus, e já foram hospitalizados com os protocolos necessários em Roma, e contam com um primeiro boletim médico de “boa saúde”.

Enquanto isso, o primeiro-ministro também proclamou a emergência nacional de saúde por seis meses, e decidiu suspender os voos aéreos para a China. “Como sabem, já estamos vigilantes, com muito cuidado, não estamos despreparados”, declarou o primeiro-ministro. “Podemos tranquilizar a todos os cidadãos, a situação está sob controle”, acrescentou.

Desde hoje (5), todos os passageiros em voos europeus e internacionais, recém-chegados à Itália, precisam passar por verificações de temperatura corporal, em todos os aeroportos italianos. Assim, como já foi dito, a suspensão de tráfego aéreo na China, incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan, foi ordenado.

E, nos aeroportos de Roma Fiumicino e Milão Malpensa, foi preparado um monitoramento ativo pela equipe da USMAF-SASN de todos os passageiros a bordo de voos diretos da China e Hong Kong. Foi explicado também que, em caso de uma nova suspeita de coronavírus a bordo de um voo, será aplicado um procedimento de emergência, que isolará o paciente em um local de instalações hospitalares designadas, assim como a procura de contatos próximos.

O governo italiano adicionou médicos e profissionais de saúde para verificação em aeroportos, e circulares contendo informações referentes foram enviadas às instituições, órgãos e organizações profissionais interessadas. Nos aeroportos, foi divulgado material informativo para viajantes internacionais, em italiano, inglês e chinês.

O que a OMS diz, e o que você pode fazer a respeito

Assim sendo, a OMS, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde global. “A China — disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus — tomou medidas extraordinárias para lidar com a emergência do vírus 2019-nCoV, isolou o vírus, sequenciou-o e compartilhou dados com todos. Temos que agradecer a todos que trabalharam continuamente esse tempo”.

Assim, a OMS fez recomendações temporárias, válidas não só para quem vai para a Itália, mas para todos no planeta. Todos os países foram alertados para o risco de contágio. E do fato de que o vírus pode ser transmitido até para pessoas que não estão relacionadas às áreas do surto. Sobre as máscaras cirúrgicas, comumente usadas na Ásia, não é um item considerado eficaz para prevenção. Nem pela OMS, e nem pelo Ministério de Saúde italiano.

O Ministério de Saúde, inclusive, disponibilizou um espaço no seu site (em italiano, claro) com conteúdo e informações referentes ao coronavírus. E também disponibilizou um número, o 1500, para italianos ligarem gratuitamente, para solicitar qualquer dúvida. Outras recomendações, são mais simples, e previnem diversas outras doenças, como lavar corretamente as mãos.

A Itália está segura para o coronavírus, mas todo cuidado é pouco

Assim, como vimos, a Itália está segura em relação ao coronavírus. Todos os suspeitos ou confirmados com o vírus estão sendo observados, nos protocolos orientados da OMS. E todos os envolvidos tiveram ligação com a China, o epicentro do vírus, de alguma forma.

Por isso, a Itália está segura em relação a um possível surto. Mas, não só pelo coronavírus, mas para evitar qualquer outra doença, hábitos de higiene, alimentação e consumo se fazem necessários.